top of page
Buscar

Rotina dos humoristas em Ponta Grossa

  • Foto do escritor: Alan Cristian
    Alan Cristian
  • 24 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Show de Pedro Geronimo: Inocente? (Por: Letícia Domingues)
Show de Pedro Geronimo: Inocente? (Por: Letícia Domingues)

“Uma vez palhaço sempre palhaço” Este é o lema adotado por alguns humoristas, não importa o dia e a hora, qualquer situação do cotidiano pode ser anotada em seus cadernos para utilizarem na hora do show


Comediantes levam o humor muito a sério. Para eles, existe hora e lugar certos para fazer piada, mesmo que a comédia faça parte do seu cotidiano. Diversas pessoas acreditam que tal talento surge naturalmente, porém, é aprimorado com estudos para evoluir os modos de escrita e atuações, junto da procura por referências, seja na cultura popular, na arte, ou vendo outros comediantes. “Acredito que quem faz comédia, precisa vivê-la. Então ela faz parte de mim. Minha rotina não é drasticamente afetada por ela. Ela permeia o meu dia a dia”, destaca Alison Andrey, comediante há seis anos.  


É preciso segurar a atenção do público ao máximo, com histórias longas que aumentem a expectativa, além de estarem atentos aos temas utilizados para não gerar discórdia, ofender ou discriminar, tendo consciência em seu roteiro. “No início a ansiedade me afetava, por ter um tempo curto para fazer as piadas, e quando elas não funcionavam, era desesperador”, relata Andrey.

E segundo ele, se acostumar com o palco também é uma construção. “Venho do teatro e durante o período em que estudei artes cênicas, fui construindo a segurança no palco. Então quando cheguei para fazer Stand Up, o palco era o menor dos problemas. O maior deles era a exposição em si”, revela.


Primeiros contatos com a comédia


Certos artistas já são acostumados com as práticas de interpretação porque trazem uma bagagem desde cedo. Alison, por exemplo, começou a se interessar ainda quando criança, com o objetivo principal de ser palhaço e para ele, estar no palco é motivador. “Meu primeiro contato foi aos oito anos de idade. Na época fui a um circo e vi um palhaço tirando gargalhadas da plateia. A partir dali comecei minha busca por isso”, conta. Inicialmente é bem comum haver formações de equipes para os shows, as famosas parcerias, delas surgem várias dinâmicas e momentos memoráveis.


Há uma espécie de hierarquia entre eles, onde novatos começam como open mic (espetáculo ao vivo que pode ser feito por amadores e profissionais), ou com participações em outras performances, e assim a confiança é estabelecida. “Não existe um crachá que afirma você é um humorista, é meio que uma conquista diária. Em algumas cidades com toda certeza eu ainda teria que provar o meu melhor, é preciso conquistar o seu público em diferentes locais para se estabelecer”, explica Pedro Henrique Geronimo, professor e comediante.

 
 
 

Comentários


bottom of page