Animais estão ameaçados de extinção nos Campos Gerais
- Alan Cristian
- 14 de abr. de 2025
- 2 min de leitura

Estudos apontam que os fatores como aquecimento global, fragmentação e ocupação humana auxiliam no processo de extinção das espécies mais conhecidas dos Campos Gerais.
Segundo o biólogo Roberto Artoni, os grupos que correm maior risco são conhecidos por possuírem comportamentos restritos, como habitar locais específicos (Endêmicos), e por muitas vezes terem seus ciclos de alimentação dependentes de alguns animais ou plantas exclusivas. Se tais vegetações e faunas entrarem em falta na natureza, os impactos serão drásticos diante das alterações encontradas no meio ambiente.
Habitats e Espécies em apuros
Os lambaris das furnas do Parque Estadual de Vila Velha são modelos específicos de animais que vivem isolados há milhares de anos, pois eles não têm outras formas de se adaptar em outros ecossistemas, precisando de conservação junto do meio onde vivem. Multas populações acabam entrando em decadência, e várias são conhecidas na ciência e na mídia comum. Uma das mais notadas é a do Lobo Guará, que por meio da ocupação humana, seja por cidades, indústrias, até mesmo pela agropecuária, vem tendo o seu habitat reduzido, porém, os grandes predadores são os que mais se prejudicam, mostrando os maiores efeitos, como relatos atuais de Onças Pardas que fogem da natureza e vão parar em centros urbanos, para buscar recursos de sobrevivência.
Com a diminuição das florestas e o aumento das geleiras, as diversidades decaem. Na ecologia é possível encontrar uma teoria recente, que se refere à defaunação das florestas, onde a vegetação é intacta, mas a diversidade animal é baixa, e o motivo mais notável é a intervenção humana, com a poluição e o desmatamento. "Na história do planeta Terra, estamos em um período chamado interglacial, onde o aquecimento ocorre lentamente”, relatou Artoni.
Aves ameaçadas
Os canários, saíras e guaxes, são as espécies mais representadas. Em seguida os bem-te-vis e papa-moscas, além dos famosos Joões-de-barro, gaviões e falcões. Restam somente 4.9% das espécies conhecidas no Paraná, conforme o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do Paraná. “Outras que entraram em ameaça são as Águias-cinzentas, os Curiangos do banhado e os Macuquinhos da várzea”, revelou Antenor Capão, biólogo. Encontra-se um grupo enquadrado na categoria criticamente em perigo, 11 em perigo e nove nas vulneráveis, sete são dê hábitos florestais, outras na mesma quantidade são campestres, quatro semi-florestais e três palustres.
De acordo com muitos estudos da avifauna da região e revisões bibliográficas, foram identificadas três espécies localmente extintas da região dos Campos Gerais, lnhambú-carapé, ema, e a arara-vermelha. Estas espécies desapareceram certamente por consequência da perda de ambiente natural, neste caso de campos, campo, cerrado e a floresta.



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